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domingo, 4 de outubro de 2015

Idade da Vida


Refletir sobre a “Idade da Vida”, pode parecer um exercício simples, a partir da ideia, segundo a qual, ela estará inserta em vários documentos pessoais e não só: nasceu no dia tal, de um determinado ano e, fazendo as contas até ao presente, obtém-se uma idade, dita cronológica e que hoje em dia corresponderá à verdade, todavia, haverá uma diferença substancial entre quem vive intensamente e diversificadamente e quem se deixa comandar por um certo comodismo rotineiro, monótono e, praticamente, inalterável, dia-após-dia.

Habitual e oficialmente, a idade que é aceite consta de um documento de identificação que, por vezes, nomeadamente para efeitos de empregabilidade, e não só, prejudica quem tem uma idade cronológica certificada mais avançada, independentemente das condições físicas, psicológicas e intelectuais, sabendo-se que, designadamente, por exemplo, em Portugal, quem tem quarenta ou mais anos de idade já é considerado velho para trabalhar e muito novo para se reformar, resultando daqui, uma inqualificável discriminação negativa, para as pessoas naquelas circunstâncias.

A sociedade também está estratificada por idades. A pirâmide etária da população contempla: crianças, jovens, adultos e idosos, sendo que um país poderá ser tanto mais promissor e sustentável, quanto a sua elevada taxa de natalidade e, portanto, uma pirâmide com uma base alargada, assegura uma demografia em crescimento, em vários contextos de abordagem: equilíbrio entre quem “chega ao mundo” e quem está prestes a “partir”; tentativa de adaptação entre gerações; melhores condições de vida para os mais velhos, se os mais novos tiverem por eles um mínimo de respeito e consideração, de resto, como se costuma dizer: “o mundo é das crianças e dos jovens”, aliás: «A vida é tanto mais longa quanto maior for o coeficiente de bem-estar material e espiritual que possamos dar à existência do velho» (FARIA, 1973:20).

Por outro lado, a idade biológica também é um outro elemento muito importante na vida de cada pessoa, e determinante quanto ao envelhecimento, porque existe uma diferença entre as duas idades: cronológica e biológica, a saber: «A idade cronológica está relacionada simplesmente ao tempo de vida que uma pessoa possui. Já a biológica está relacionada ao envelhecimento das células que, por sua vez, está diretamente ligado aos hábitos e qualidade de vida. E essa idade biológica poderá ser corrompida por fatores evitáveis que interferem na idade cronológica e causam o desequilíbrio» (in http://rspress.com.br/health4life/idade-cronologica-x-idade-biologica/ em 05.08.2015).

Preconceituosamente, pauta-se a existência humana entre dois extremos: os jovens e os idosos, intermediando entre eles o que vulgarmente se designa por adultos, aqueles que estão ou pretendem ingressar no mundo do trabalho, desenvolver uma atividade profissional, e depois atingirem uma idade que lhes permita viver sem trabalhar, através da atribuição de uma reforma, pelos anos de descontos para um sistema de segurança social.

Com alguma frequência, observa-se haver um certo desfasamento entre os mais velhos e os mais novos, talvez porque determinados princípios, valores e sentimentos não foram incutidos logo à nascença e pela vida fora. Com efeito: «O que em verdade se verifica é a incompreensão, a intolerância, para não dizer mesmo a falta de solidariedade, dos mais moços, em relação aos mais velhos, esquecendo-se que a juventude passa depressa e que amanhã entrarão também no outono da vida, aptos portanto a receberem o mesmo menosprezo e o mesmo apodo da geração que os antecedem.» (Ibid.:76).

Na perspectiva da possibilidade de colaboração efetiva à sociedade, a vida, realmente, não terá idade, não se compreendendo as razões porque a partir de certas idades são dificultadas a prestação de determinadas tarefas, e a continuação do exercício de funções desempenhadas ao longo de uma carreira profissional. Mentalidades que defendem estas e outras posições, contra o aproveitamento de conhecimentos, experiências e sabedoria dos idosos, de facto em nada contribuem para uma sociedade mais justa e desenvolvida.

É sabido que: «O velho quando está em condições de colaborar com o governo não sabe como viver. Fecham-lhe todas as portas, impossibilitando-o assim de prestar serviços e de ser útil à comunidade, quando ainda se sente apto para o trabalho. Cria-se desse modo o preconceito de que só os moços têm direito à vida ativa e que os velhos devem ser marginalizados. Os que não podem portanto tirar partido de suas próprias iniciativas, não encontram os meios de subsistência necessários nos diversos setores de atividade humana.» (Ibid.:85).

A indiferença com que a sociedade em geral, e os governantes e empregadores em particular, têm manifestado pelas pessoas mais idosas revela-se, precisamente, desde logo, no acesso aos meios de subsistência: seja para ampliar eventuais rendimentos; seja para adquirir o mínimo indispensável para viver com dignidade.

Reunidas determinadas condições, realmente a vida não pode ter idade, e se se pretende uma sociedade mais justa, mais competitiva, economicamente mais saudável, não se compreende como é possível a um país, dar-se ao luxo de dispensar mão-de-obra qualificada, experiente, responsável e sábia. Esta situação leva-nos a pensar que poderá haver uma gestão inadequada dos recursos humanos, até porque: “Ser idoso não significa ser doente ou inválido; assim como ser jovem não é forçosamente sinônimo de saúde”.

E se em algumas profissões, nomeadamente a nível da medicina, os médicos reformados podem continuar a trabalhar, sem corte nas pensões e auferindo mais um determinado complemento, então os mesmos critérios deveriam ser aplicados a outras profissões e atividades, porque de contrário estamos perante uma discriminação negativa, em que uns são portugueses de primeira; outros de segunda ou terceira categorias e, a ser assim, é inqualificável tal situação.

A vida não tem idade. A vida tem melhores ou piores condições para que ela proporcione as possibilidades, ou não, respetivamente, para que as pessoas possam continuar a trabalhar, a serem úteis à sociedade, ao bem-comum e não é afastando da vida ativa tais pessoas que a situação económica, a qualidade de vida e a sustentabilidade das instituições se conseguem.

Naturalmente que não se está a defender, nesta reflexão, que as pessoas se mantenham a trabalhar toda a vida, mas sim: a) enquanto tiverem saúde; b) assim o desejem; c) depois de atingirem um tempo mínimo para passarem à reforma, não necessariamente pelo método cumulativo, mas apenas quando atingir uma das condições: ou idade, ou tempo de serviço, ou tempo de descontos.

A partir daqui o sistema político governamental, empresários e empregadores, devem continuar a ter ao seu serviço pessoas que, apresentando-se em boas condições físicas, psicológicas e intelectuais, como já foi referido, queiram continuar a dar o seu melhor, porque uma política com estas características só traz benefícios para todas as partes: trabalhadores, Estado, Empregadores e a Sociedade.

A Vida não tem idade: «Ninguém envelhece enquanto não perde o interesse pela vida, enquanto o espírito não se sente envelhecido, enquanto o coração não se torna frio e indiferente. A arte de envelhecer é viver sem se sentir velho. É nos sentirmos ativos e seguros diante da vida» (Marden, in FARIA, 1973:108).

E se é possível medir o tempo cronologicamente, ao ponto de se poder definir qual a idade de uma pessoa ou de um acontecimento, a partir de um momento de referência, por exemplo: no que respeita à era d.C. (depois de Cristo) e, no nosso caso, afirmar-se que estamos no ano de 2015, outro tanto não se pode aceitar em relação à idade biológica que depende do estado de envelhecimento dos órgãos e células do corpo humano. Por outro lado o tempo dos sentimentos, das emoções, do sofrimento e do prazer é diferente de umas situações para outras.

Quando vivemos em sofrimento, o tempo parece que não “corre”, dizemos que é uma “eternidade”; mas se se viver uma situação inversa, de prazer e alegria, então o tempo “passa” rapidamente, e nem sequer damos por essa velocidade. De igual forma, quando desejamos muito alguma coisa boa, o tempo como que para, o que não acontece quando pressentimos que algo de mal está para acontecer, por isso também dizemos que o tempo é “psicológico”.

Evidentemente que não é possível ignorarmos certas situações de falta de saúde, em função das idades cronológica e também biológica. Com efeito, algumas doenças, muito típicas, surgem com mais frequência nas idades relativamente avançadas, enquanto que na maioria dos jovens e adultos, o que ocorre com mais assiduidade são os acidentes, podendo-se afirmar que: «Quando um velho está satisfeito com a vida, quando encontra prazer em viver, quando sente alegria em seu ambiente, a idade não existe. Muitos velhos felizes se surpreendem quando ouvem pela primeira vez alguém os chamar “de velho”. Até então nunca haviam pensado nisso.» (FARIA, 1973:162).

Seguramente que a realidade está patente ao nosso conhecimento, e se numa perspectiva espiritual, principalmente para os crentes, a vida não tem idade, a verdade é que todos sabemos que a vida física tem um princípio e um fim, é mais longa para umas pessoas, mais curta para outras ,e também se sabe que: «Uma vida longa não repousa apenas nos alicerces físicos do corpo, mas também na defesa da nossa mente, do nosso espírito. Não se pode alimentar o corpo quando o espírito trabalha mal.» (Ibid.:184).

Aceitando, portanto, a dualidade da vida: física e espiritual, é possível assumir uma posição consensual, segundo a qual, existe um limite para vida física e, provavelmente, uma eternidade, não quantificável, para a vida espiritual. Além disso, a partir do estado de espírito das pessoas, das suas atividades, também se pode afirmar que a vida não tem idade, embora, cronologicamente, a idade possa constar de documentos oficiais e, biologicamente, a degradação dos órgãos e células apontem para mais idade.

 

Bibliografia.

 

FARIA, Carlos Coelho de, (1973). A Vida não tem idade. Uma experiência a serviço da Gerontologia Social. 2ª Ed. São Paulo: Departamento de Geriatria D. Pedro II da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paula e Editora Bisordi. Ltdª.

 

O Presidente da Direção,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

925 935 946



 

 

 

domingo, 6 de setembro de 2015

Direitos e Políticas Sociais


As Políticas Sociais, hoje assim designadas, podem ser detetadas, ainda que sob qualquer outra designação, no decurso do século XIX, embora abordadas em contextos diferentes e por autores do chamado “socialismo utópico”, quando defendem nos seus projetos, sistemas mutualistas, educação gratuita para todos, salários suficientes e a garantia de trabalho, sob pena de se cair na mendicidade, o que constituía crime, na perspectiva de alguns daqueles autores, por ser considerada vadiagem e esta legalmente punível.
 
Uma primeira linha de políticas sociais poderia circunscrever-se à existência de uma organização social e económica que, entre outros objetivos, visaria assegurar um mínimo de apoios para a resolução de situações/problemas sociais que, mais ou menos profundamente, atingem determinadas classes sociais, concretamente, as mais desfavorecidas.

Implementar num país, um sistema de políticas sociais, generalizadas a toda a população, indiferentemente da situação económica de cada indivíduo e família, abrindo todas as áreas sociais: educação, saúde, habitação, transportes, emprego, reformas, formação profissional e programas ocupacionais diversos, bem como justiça, segurança pública, reinserção dos diversos tipos de excluídos (reclusos, toxicodependentes, sem-abrigo, crianças abandonadas, etc.), lares de terceira idade, etc., envolve recursos humanos, técnicos e financeiros que poderão não estar disponíveis e/ou nem sequer existirem nesse mesmo país.

Um sistema de políticas sociais, genericamente abrangentes, contemplando todos os direitos constitucionais e acolhendo também o espírito e letra da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Carta Social Europeia e as Constituições Políticas Nacionais, envolve uma administração especializada e rigorosa de todos os recursos necessários à sensibilização e responsabilização dos contribuintes, através dos impostos devidos.

O bom funcionamento da Segurança Social e a repartição justa dos recursos, por todos os que carecem de apoio, não é compatível com o incumprimento dos deveres de participação, daqueles que não pagam, mas que até podem contribuir, de contrário não se compreende um Estado Solidário de Direito Democrático.

Qualquer sistema de Segurança Social carece de recursos financeiros, técnicos e humanos elevados e especializados, respetivamente. A importância dos técnicos, quer ao nível legislativo quer ao nível da intervenção social no terreno, é condição indispensável para melhorar qualquer sistema de políticas sociais.

Liberdades Individuais e Direitos Sociais – Um dos grandes preceitos constitucionais determina que: «Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a Lei» (CRP Artº 13º 1.) de que resulta que tais direitos não devem excluir quaisquer outros que provêm da legislação ordinária, sendo que, o contrário é que não é legal, ou seja, eliminar direitos constitucionais por via da legislação avulsa, aliás: «Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais, devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem» (CRP, Artº 16º 2). Por outro lado, é verdade que em situações muito especiais, dir-se-ia excepcionais, podem determinados direitos ser suspensos ou mesmo extintos, desde que constitucionalmente previsto e apenas nos termos da Lei Fundamental.

Nos países democráticos, Direitos, Liberdades e Garantias constituem um conjunto muito vasto de possibilidades e exercício de os cidadãos acederem à fruição de uma vida com qualidade, dignidade e responsabilidade.

Se se recuar no tempo, verifica-se que no período que se seguiu à Revolução Francesa de 1789 e, provavelmente, em parte, consequência desta, a implementação de determinados direitos é uma realidade, desde logo, os designados Direitos Civis: liberdade, segurança, propriedade, resistência à opressão, aos quais se podem acrescentar outros, constantes em documentos e países diferentes.

Uma segunda fase dos Direitos ocorre já no século XIX e caracteriza-se pela proclamação dos intitulados Direitos Políticos: direito de voto, direito de ser eleito, direito de constituição de associações, de partidos políticos, estes assumindo a representação máxima nos respectivos Parlamentos e Assembleias do Poder Local Democrático.

Já em pleno século XX, surge uma nova geração de direitos aos quais se convencionou chamar de Direitos Sociais, com uma natureza económica e social, de que se destacam o direito ao bem-estar, segurança, participação na riqueza social, vida culta e civilizada, direito a férias e a vários benefícios, não absolutamente de primeira necessidade, mas essenciais à dignidade humana.

Em resumo, pode-se aceitar o seguinte trinómio de Direitos:

a) Direitos Civis, liberdades fundamentais protegidas por lei, liberdade contra a discriminação, prisão ou detenções arbitrárias, liberdade de reunião e livre discussão, liberdade de imprensa e de expressão, inviolabilidade de domicílio e da correspondência, liberdade de constituir família, liberdade de consciência, de religião e de culto;

b) Direitos Políticos, liberdade de direito de voto, adesão e participação em partidos políticos e de governo, responder perante a opinião pública, acesso a cargos públicos, direito de petição e de ação popular, direito de reunião e de manifestação;

c) Direitos Sociais, incluem-se aqui os direitos à educação, bem-estar social, segurança social, direito ao trabalho, segurança no emprego, liberdade sindical, direito à greve, solidariedade, saúde, habitação, ambiente e qualidade de vida, família, infância, juventude, cidadãos portadores de deficiência e terceira idade.

Bibliografia

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, (2004), Versão de 2004. Porto: Porto Editora.

 

O Presidente da Direção,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
925 935 946

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Processo de Autodesenvolvimento


As pessoas que pretendem obter e manter um emprego, aperfeiçoar o desempenho e evoluir na carreira e assim melhor se realizarem na vida, devem cuidar do seu autodesenvolvimento, como se de um imperativo se tratasse, ao longo da vida, afinal, um investimento compensador.

Pode-se caracterizar o autodesenvolvimento como uma preocupação permanente, no sentido da pessoa cuidar da sua evolução educacional, cultural, técnica e atitudinal, por conta própria, uma vez que os governos, as entidades públicas e as empresas não podem fornecer tudo o que as pessoas precisam, para o seu autodesenvolvimento.

Trata-se de uma necessidade indispensável, pelas seguintes razões: a) Aumento da competitividade no mundo do trabalho e dos negócios; b) Mudanças continuadas e rápidas dos conhecimentos e das tecnologias; c) Necessidade ou conveniência de aumentar as condições de empregabilidade e de evolução na carreira; d) Contribui para aumentar a auto-estima e autoconfiança; e) Nenhum empregador pode oferecer todos os treinamentos e desenvolvimentos que as pessoas precisam ter.

O Processo de autodesenvolvimento constitui, afinal, a busca e a fixação das estratégias, conhecimentos e metodologias a seguir pelo próprio trabalhador, o qual organizará todo o estudo de acordo com as suas necessidades, face às exigências da Instituição em que está empregado ou tenciona empregar-se.

O processo comporta algumas fases que se indicam a seguir: 1) Fazer uma autoanálise, para definir mais claramente seus interesses de aprendizagem e evolução, tendo em conta o seu nível de atualização profissional, da necessidade de aquisição de novos conhecimentos e habilidades; 2) Para ajudar no autodiagnóstico é preciso determinar o grau de insatisfação em termos de desenvolvimento pessoal; 3) Definir um roteiro e/ou um método adequados para o autodesenvolvimento, estabelecendo objetivos claros e atingíveis, constantes do plano pessoal, sobre o qual deve haver um controle da evolução; 4) Não ficar apenas na intenção, mas partir, firmemente, para a ação, empreender, correr riscos, se necessário, visando alcançar os objetivos; 5) Compartilhar os propósitos com outros, e selecionar pessoas que possam ajudar, buscando, alternada, ou paralelamente, apoio ou suporte para ajudar a alcançar os objetivos; 6) Ser perseverante no processo de aprendizagem, considerando-se importante recarregar a bateria da automotivação; 7) Avaliar, continuamente, os resultados do processo de aprendizagem, verificando os avanços e os fracassos.

O autodesenvolvimento é, portanto, um processo contínuo na vida, porque além de necessário, pelas muitas razões já enunciadas, deve ser visto, também, como uma forma de tornar a vida mais interessante.

Com esse objetivo sugerem-se algumas boas-práticas, nomeadamente: a) Identificar, priorizar e planear os conhecimentos que são necessários adquirir ou reciclar, e que competências e habilidades se precisa desenvolver; b) Reservar algumas horas do tempo livre, para ler um bom livro relacionado com a área de interesse; c) Trocar parte das horas gastas a ouvir música, vendo televisão, ou outras atividades de lazer, para aplicação em algum tipo de estudo ou aprendizagem, transformando os momentos de autodesenvolvimento em prazer; d) Formar e manter grupo de conversas ou debates periódicos, com parentes, colegas ou amigos, para tratar de assuntos de cultura geral, úteis para a vida, nomeadamente: arte, ética, politica, economia, saúde, cidadania; e) Ampliar os conhecimentos ligados às atividades desenvolvidas, tornando-se polivalente ou policompetente; f) Reciclar, constantemente, os conhecimentos relativos à profissão principal; g) Desenvolver habilidades de relacionamento interpessoal e aplicar valores, princípios éticos, senso de responsabilidade, coerência, lealdade, sinceridade, honestidade; h) Participar em cursos, palestras, seminários e eventos temáticos na área dos interesses próprios.

Como competências importantes para o Autodesenvolvimento, podem destacar-se as seguintes: 1) Capacidade de estudar; 2) Capacidade de descobrir fontes de informação e de conhecimento; 3) Ter curiosidade; 4) Ter persistência; 5) Saber administrar o tempo; 6) Ser automotivado.

Finalmente, referem-se as características das pessoas que as empresas querem ter como empregados: 1) Ser responsável por sua vida pessoal; 2) Demonstrar que pode adicionar valores; 3) Ter um impacto positivo na empresa, com colegas e amigos; 4) Saber e querer abraçar e iniciar mudanças; 5) Trabalhar com inteligência, empenho, agilidade e sentido de melhoria; 6) Comunicar-se aberta e diretamente; 7) Buscar oportunidades de liderança; 8) Comprometer-se com o autodesenvolvimento ao longo da vida.

 

O Presidente da Direção,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

925 935 946



 

domingo, 5 de julho de 2015

O Aniversário.


Todos os dias do ano, são suscetíveis de terem uma conotação a um acontecimento: seja pessoal, familiar, comunitário, universal, histórico, científico; ou de qualquer outra natureza, porque sempre há um motivo para se comemorar um facto, em ambiente mais restrito e privado ou alargado e público.

Aniversários acontecem, portanto, todos os dias, pelas melhores ou piores razões como por exemplo: comemorar o dia mundial da paz, a declaração universal dos direitos humanos; ou recordar o holocausto, as duas grandes guerras mundiais, respetivamente. Lembrar as vitórias bélicas, que durante a monarquia tivemos, e também as derrotas que nos foram infligidas, como a de Alcácer Quibir, enfim, haverá sempre uma razão para a alegria e a tristeza em determinados dias do ano.

No domínio pessoal, é verdade que se solenizam diversos dias durante o mesmo ano: o nascimento e a morte; o casamento e a separação; o batismo e outros sacramentos; o primeiro emprego e a reforma; a entrada para a escola e a conclusão de um curso superior; o ingresso nas Forças Armadas ou de Segurança e o desenvolvimento de toda uma carreira.

Cada um daqueles acontecimentos, é marcado por uma data, que se procura festejar com alegria ou recordar com saudade e dor. Os aniversários são, portanto, marcos indeléveis nas histórias das pessoas, da sociedade e do mundo, que não devem deixar de ser recordados, por muito que isso custe, na medida em que, os factos menos bons, podem ajudar-nos a melhorar no futuro as mentalidades, os comportamentos e conseguir-se viver num mundo mais equilibrado e pacífico.

Aniversários pessoais de natureza natalícia, normalmente, são os mais festejados enquanto os aniversariantes estão vivos, eles próprios, na maior parte das vezes, a participarem ativamente, com imensa alegria naqueles momentos que lhe são atribuídos, ao longo desse mesmo dia.

Neste, cinco de Julho, pretendo abordar o aniversário natalício porque, normalmente, é aquele que cada pessoa em particular, a família e os amigos em geral, mais rejubilam, se encontram em alegres convívios, precisamente, para comemorar mais um ano de vida (para os pessimistas/realistas, menos um ano para chegarem ao limite da linha existencial).

Há quem relacione, muito estreitamente, a data do seu aniversário com um determinado signo do Zodíaco e procure enaltecer as melhores características, ignorando e/ou desvalorizando os aspetos mais negativos, todavia, como quer que  seja, todos os signos apresentam uma dimensão positiva, e as pessoas que dele fazem parte, como que se sentem mais avalizadas, eventualmente, com uma autoestima mais elevada.

Nas primeiras três semanas deste mês de Julho, o signo do “Caranguejo” ou também designado por “Câncer” é o que prevalece. As pessoas nascidas em “Câncer” e segundo os estudiosos destas matérias, apresentam as seguintes características:

«Descrição de Câncer. O caráter de um canceriano é o menos claro de todos os signos do zodíaco. Um canceriano pode ser de tímido e aborrecido a brilhante e famoso. Os cancerianos são conservadores e adoram a segurança e o calor do lar. De fato, para os homens de Câncer o lar é como um ninho, um refúgio para onde ir quando o estresse do trabalho é demasiado. A casa de um canceriano tende a ser seu refúgio pessoal mais do que uma vitrine para deslumbrar aos demais.

Um canceriano entende que há momentos para ser sociável e outros momentos para ser solitário. Isto é uma das contradições em seu caráter. Desde fora parecem decididos, resistentes, teimosos, tenazes, energéticos, sábios e intuitivos.

Não obstante, os que lhes conhecem desde a intimidade podem ver um tipo de pessoa totalmente diferente - alguém sensível, sobretudo com as pessoas de quem gosta. Os cancerianos sabem identificar-se com a situação dos outros por sua grande capacidade imaginativa. Às vezes são fantasiosos demais e pretendem construir a vida segundo um ideal romântico. Gostam de arte, música e literatura, sobretudo de artes dramáticas e de ação.

Os cancerianos possuem um talento literário ou artístico considerável. Seu caminho pessoal consiste em reconciliar seu conflito interno. Por um lado, lhes encanta ser extrovertidos; por outro, têm tendência a retrair-se. Quando conseguem conciliar ambos os lados são capazes de inspirar toda uma geração, sobretudo os jovens, com suas ideias.

O canceriano tem uma memória excelente, sobretudo para acontecimentos pessoais e recordações da infância, que são capazes de lembrar com o máximo detalhe. Os cancerianos vivem condicionados por suas recordações do passado e por sua imaginação sobre o futuro.

O signo de Câncer tem muitos defeitos potenciais. Podem ter uma tendência à desordem, um complexo de inferioridade. Sentem-se iludidos com frequência, e muitas vezes por causas imaginadas, sem fundamento real, e adoram receber afagos. São ambiciosos. Podem mudar sem dificuldade de profissão, de lealdade e inclusive de opinião sobre as pessoas.

Câncer e o trabalho. Sua grande capacidade faz com que o canceriano possa ter sucesso em qualquer tipo de profissão. Interessam-lhe as opiniões dos demais e podem chegar a ser excelentes jornalistas, escritores ou políticos (ainda que seja possível que mudem de afiliação em algum momento). Podem trabalhar no setor público com sucesso. As pessoas de Câncer são muito apegadas ao lar, e isto lhes ajuda a ser grandes cozinheiros ou donas de casa. Também são bons gestores.

Câncer e as relações pessoais. Em suas relações pessoais os cancerianos são uma mistura de força e suavidade. Na vida real e em suas relações sentimentais, seu amor é intensamente leal. Ainda que tenham relações extraconjugais (o que é muito possível, porque os cancerianos, sobretudo os homens, estão abertos à excitação sensual), sua primeira responsabilidade é com sua esposa e sua família, porque o consideram seu protetor. Os cancerianos amam incondicionalmente. Também são amigos fiéis. (in http://www.euroresidentes.com/portugues/signos-do-zodiaco/cancer.htm em 01.07.2015).

Independentemente do valor científico, ou não, destas descrições, a verdade é que muitas pessoas acreditam, piamente, que reúnem as condições referenciadas no seu signo, principalmente as boas qualidades, contudo, não se pode afirmar inequívoca e taxativamente, o que estará certo ou errado, sendo importante, apesar de tudo, que as pessoas se sintam felizes.

Os aniversários natalícios permitem, portanto, conjugar uma série de fatores que proporcionam pelo menos, alguns momentos de confraternização, por vezes, esquecer problemas anteriores, adiar preocupações futuras, estabelecer relações, entretanto interrompidas, reatar amizades antigas, e/ou conquistar novos amigos e, em determinadas circunstâncias, muito específicas, até se geram novas redes sociais, novos laços de relacionamentos, novas oportunidades de vida.

É claro que os aniversários natalícios também comportam uma vertente mais materialista, consubstanciada na oferta de prendas, ao aniversariante que, naturalmente e de uma forma geral aceita e agradece, sendo que tais presentes, os mais diversificados, podem atingir valores monetários elevadíssimos, como também valores incalculáveis de estimação.

Mas um aniversário natalício não é apenas um tempo de confraternização e de oferta de prendas, porque deverá comportar uma reflexão profunda sobre o que se fez no último ano, ou desde a comemoração do aniversário anterior, separar o que correu bem, do que foi mais negativo para, no futuro, se poderem corrigir, com toda a humildade, os erros cometidos e melhorar o que já tinha sido bem feito.

Neste cinco de Julho, mais um ano se passou, com dias melhores e outros menos bons. Nunca estamos satisfeitos, mas há situações que bem poderíamos dispensar, como as que se relacionam com a doença, o desemprego, a fome, a miséria, os conflitos. Que poderemos fazer, no dia do nosso aniversário, para minimizar tais conjunturas? Como colaborar, e com quem, para que o nosso aniversário não seja ofuscado pelas tragédias naturais ou as que são provocadas pelo ser humano, por esse mundo fora?

É óbvio que o facto de estarmos vivos, com saúde, com trabalho, é motivo suficiente para festejarmos o aniversário natalício mas, em certos contextos, talvez com um pouco mais de moderação, de simplicidade, de probidade, porque naqueles momentos da nossa euforia, milhões de outros seres humanos, estão a sofrer.

Naturalmente, e para quem é crente, deve-se dar Graças a Deus por mais um ano de existência e, se durante este período, a vida nos correu bem, mais razões teremos para estarmos agradecidos, assim como a quem nos tem ajudado: seja com apoio moral; seja com auxílio material. Neste dia de festa de aniversário, não é descabido refletir sobre o passado, como é legítimo perspetivar o futuro.

Festejar o aniversário natalício com a família, com os amigos verdadeiros, num ambiente de total sinceridade, é um acontecimento inolvidável, que deve ser registado com muito carinho, também com respeito e amizade ilimitada, porque é neste conjunto de bons princípios, valores, sentimentos e emoções que a “festa” tem o seu ponto alto. Digamos que a dignidade reside na conciliação e harmonia de todos os convivas.

Mas, nas festas de aniversários natalícios, por vezes também se cometem excessos: seja de ingestão de alimentos e bebidas; seja na linguagem e gestos que, ao mínimo descuido, assumem proporções que conduzem à ofensa dos presentes em geral, e do aniversariante em particular. O facto de se estar num convívio, com alegria e boa disposição, não deve, nem pode, ser motivo para que o ambiente festivo descambe para qualquer tipo de violência, física ou verbal que, a acontecer, causaria muita tristeza.

O aniversário natalício é uma data única, que se repete em cada ano, que deve ser festejada sim, cada vez com mais alegria e também sobriedade, que honre a condição superior do aniversariante, que estimule a sua autoestima e reforce as amizades. Trata-se de um dia que, por muitos anos, na maioria das pessoas, é festejado, mas que, mais tarde, também será recordado, com saudade, pelos entes mais queridos, daquele que foi nosso familiar e/ou amigo.

Cinco de julho, é o meu dia, o qual dedico com total amor à minha família nuclear, também com grande amizade à minha restante família e amigos verdadeiros, que desejo recordar enquanto as faculdades mentais me permitirem. Neste cinco de Julho, as prendas que realmente mais desejo são: a saúde, o amor/amizade, o trabalho, a paz, a felicidade e a Graça de Deus, porque o restante, seja lá o que for, virá sempre por acréscimo, seja para o bem, seja para o mal.

No conjunto de muitos “cinco de Julho”, tenho tido a ventura de sempre comemorar esta data em família, com um ou outro amigo, que me presenteiam com as suas presenças agradáveis e sinceras, por isso, nada mais importa do que ter à nossa volta, nos festejos dos nossos aniversários, a família e os bons e incondicionais amigos, verdadeiros e puros. Isto sim, é o mais importante em qualquer aniversário.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente da Direcção da ARPCA

domingo, 7 de junho de 2015

Alavancas da Motivação


O mundo do trabalho encontra-se em profunda transformação, a vários títulos, com objetivos bem determinados e alterações significativas nos valores que são adotados pelas Instituições empregadoras. Tradicionalmente tem-se atribuído grande importância ao perfil intelectual e à formação académica a esta se associando o prestígio da Escola onde se obteve uma determinada formação.
Importante para a obtenção de trabalho/emprego era o Curriculum Vitae com referência às escolas de renome nacional e/ou internacional frequentadas, indicação de testes psicométricos com altas percentagens de QI (Quoeficiente de Inteligência).
Outra mudança de relevo, do paradigma até agora vigente, verifica-se no facto de em vez de se dar mais importância às características do cargo, ou do trabalho, passou-se a dar mais destaque às características das pessoas que fazem bem o trabalho.
Nesse sentido: «Precisam estar atentos para esta nova realidade os profissionais que actuam em administração de recursos humanos, os gestores de pessoas (gerentes, chefes, supervisores) assim como quem orienta carreiras profissionais e ainda, e de modo especial, os próprios profissionais que cogitam de planejar ou rever suas carreiras.» (RESENDE, 2000:16).
Uma das principais teorias da motivação humana, elaborada por Abraham Maslow, é construída na lei da necessidade cujo percurso se pode indicar a partir das necessidades ou carências, ações, objectivo/satisfação das necessidades. As pessoas procuram, sempre que podem, satisfizer uma ou mais das necessidades fisiológicas, segurança, sociais, estima ou afeto e realização. Pelo atendimento às necessidades, as pessoas procuram conforto, manifestação dos seus anseios e sentimentos, progredir na vida, prosperidade, poder, sabedoria, paz e felicidade.
Quaisquer que sejam as atividades profissionais, as disciplinas que as estruturam, os meios que se utilizam e as técnicas implementadas, o objetivo fundamental é atingir-se um resultado, expresso numa quantidade, com qualidade e num contexto de crescente competitividade.
Hoje, tanto ou mais do que academismos, teorizações, ilustração, exige-se uma valência que vem aumentando de importância e se torna indispensável às organizações públicas e privadas, independentemente da área de intervenção e atividade desenvolvida sendo referida como requisito essencial, na maioria das ofertas de emprego: COMPETÊNCIA.
A necessidade, determinação, imposição ou urgência de se alcançarem objectivos: materiais, morais, políticos, religiosos, éticos e quaisquer outros, em todas as atividades, sugerem uma atitude cada vez mais pragmática, no sentido de se ser prático, concreto, determinado.
O avanço da ciência, da tecnologia e da globalização, que em muitos setores profissionais e no domínio da economia já se verificam, impõe comportamentos de rigor, de produtividade, de concorrência, de flexibilidade, de mobilidade, e, mais recentemente, de “flexigurança”. Para vencer este surto desenvolvimentista, pessoas, organizações e sistemas têm de ser competentes.
COMPETÊNCIA – Vários são os conceitos de competência como por exemplo: «Capacidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa»; «Atributos pessoais que distinguem pessoas de altas performances de outras, num mesmo trabalho»; «Pessoas competentes são aquelas que obtêm resultados no trabalho, nos empreendimentos, utilizando conhecimentos e habilidades adequados». Em síntese, pode-se aceitar uma conceptualização mais alargada e enriquecedora: «Competência é a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse, vontade, etc., em resultados práticos. Ter conhecimentos e experiencia e não saber aplicá-los em favor de um objectivo, de uma necessidade, de um compromisso, significa não ser competente, no sentido aqui destacado.» (Ibid.:30-32).
Na mudança de paradigmas em curso, verifica-se que o que ontem era verdade absoluta ou até dogmática, hoje pode não o ser, pelo menos com tanta certeza, ou convicção inabalável, em relação a algumas delas. Têm-se notado profundas e universais mudanças de paradigmas, em todos os domínios, da atividade humana e organizacional: a) Fusão de empresas, antes rivais; b) Unificação de países em grandes blocos económico-políticos; c) Convivência de ideologias económicas opostas – socialismo-capitalismo; d) Evolução do amadorismo para o profissionalismo; e) Mudanças nas características e relações de trabalho.
Justifica-se, agora, a valorização da competência que terá profunda influência nos destinos das organizações, nas carreiras das pessoas e, neste contexto, o conceito paradigmático de competência assume uma nova dimensão e significado: a) A competência será mais prestigiada do que a erudição; b) A competência será o atributo mais importante das pessoas; c) As referências mais importantes para a remuneração ou promoção das pessoas nas organizações não serão mais tempo de casa (antiguidade) ou escolaridade, mas sim competências e habilidades; d) As expressões: competência emocional, competência espiritual e competência de cidadania, por exemplo, são novas formas de ver e conceituar estas maneiras de ser, manifestar e agir das pessoas, em quaisquer situações da vida em sociedade.
Evidentemente que a formação teórico-académica, ao mais alto nível, não pode ser descurada, bem pelo contrário, as habilitações académicas, a investigação e as tecnologias são imprescindíveis para melhor se estruturarem e aplicarem racional e eficazmente os conhecimentos, ajudar a criatividade e a inovação e rentabilizar os recursos disponíveis, respetivamente.
O que se pretende transmitir é a ideia de que, de ora em diante, ninguém pode viver o resto da vida rodeado pela auréola de um diploma, de um qualquer curso superior, sem se manter em permanente formação científica e técnica.
Entre as diversas aspirações das pessoas, uma delas é dispor de oportunidades para crescer, desenvolver suas carreiras profissionais e por isso, de um modo muito especial, as pessoas querem saber como e o que precisam fazer para evoluir em suas carreiras.
Por outro lado, também se conhece que as organizações que têm feito um pouco mais e melhor, em favor do planeamento e administração de carreira, são as empresas mais evoluídas em gestão de recursos humanos, ainda que fiquem bastante aquém do que seria desejável, principalmente, porque: a) Teme-se as consequências salariais das carreiras; b) Políticas e critérios frágeis de promoção de pessoal; c) Excesso de paternalismo gerencial; d) Falta de instrumentos mais precisos para avaliação do potencial (competências e habilidades); e) Despreparo dos profissionais da área de Recursos Humanos nessa matéria.
Atualmente as pessoas passam entre oito a dez horas diárias no trabalho e, por essa razão, precisam se empenhar na busca da satisfação através das suas atividades profissionais. Indivíduos, profissionais e empresas precisam desenvolver condições e recursos para saberem identificar e ajustar suas competências às das atividades que desenvolvem, e assim garantirem o sucesso dos seus objectivos de vida e negócio.
Uma boa referência para orientar as pessoas a compatibilizarem os seus interesses e características pessoais às atividades profissionais e empreendimentos é a teoria de “Âncoras de Carreira”, acreditando-se que a maioria das pessoas se poderá enquadrar numa delas, e que, na medida do desenvolvimento do seu autoconceito ou autoconhecimento, elas poderão harmonizar melhor os seus talentos, motivos e valores. Consideram-se por isso as seguintes Âncoras de Carreira: 1) Segurança e estabilidade; 2) Autonomia e Independência; 3) Criatividade e capacidade empreendedora; 4) Competência técnica e profissional; 5. Aptidão ou habilidade administrativa.
Cada vez mais as novas organizações de trabalho nas empresas estão requerendo que as pessoas sejam multifuncionais ou polivalentes, que exerçam atividades com uma dimensão mais abrangente e com associação a diferentes especialidades: «O ser humano tem inato o potencial de ser versátil e adaptativo. Com treino e prática, não haverá dificuldade para ser mulfifuncional. Ainda que se possam estabelecer diferentes graus de polivalência. (…) Porém, mesmo sendo multi-especialistas ou multifuncionais, sempre haverá uma âncora principal que deve ser considerada para que as pessoas se realizem melhor e se satisfaçam mais no trabalho.» (Ibid.:118).

Bibliografia

RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark
 
O Presidente da Direção,
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
925 935 946

domingo, 10 de maio de 2015

Tempo Mariano


Entre as várias e muitas características do povo português, ainda e por enquanto, maioritariamente católico, é a sua Fé na Virgem de Fátima, a cujo Santuário acorrem, diariamente, em número relativamente significativo, aumentando aos fins-de-semana, tendo o seu expoente máximo nos meses de Maio, Outubro e Agosto, porque se celebram as aparições e no verão é quando se regista o maior número de emigrantes portugueses e peregrinos de outras nacionalidades, respetivamente, com destaque para os brasileiros.

Os portugueses, na verdade, são um povo crente e o apego a Deus e aos Santos verifica-se a cada momento, nas mais diversas e complexas circunstâncias, de tal forma que, mesmo algumas daquelas pessoas que se autointitulam de não-crentes, agnósticas, ateias e outras posições, algumas das quais de duvidosa consistência religiosa, na verdade e quando em situações de grande desespero pessoal, familiar ou outra, no limite, sempre acabam por pronunciar, pelo menos, o nome de Deus: “Vala-me Deus”; “Deus me acuda”, ou de uma figura santificada: “Nossa Senhora me defenda, proferindo, portanto, o nome da/o santa/o a quem podem ajuda em troco, muitas vezes, do cumprimento de uma promessa.

Escusado será referir que toda e qualquer pessoa bem-formada, acatadora das ideias, convicções e comportamentos do seu semelhante, a atitude mais adequada é a de total respeito pela religião professada, concordando, ou não, partindo, sempre, do princípio que não existe radicalismo, fundamentalismo e ações violentas, por parte de quem se diz praticante de uma dada confissão religiosa.

Numa sociedade democrática, na qual a liberdade de expressão e de religião são direitos consagrados constitucionalmente, na respetiva Lei Fundamental, eles, os direitos, devem ser escrupulosamente exercidos, com equilíbrio, moderação e igual respeito pelas posições daquelas pessoas que, não sendo crentes, nem professando nenhuma religião, acatam, contudo, o comportamento dos crentes católicos, neste caso e em geral, mas também de outras confissões religiosas.

Em Portugal, o Mês de Maio está consagrado como sendo um período “Mariano”, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, porque foi em treze de Maio de mil novecentos e dezassete que teria ocorrido a primeira aparição da Virgem aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco, na Cova da Iria, em Fátima, para, em Outubro do mesmo ano, nova aparição se ter repetido.

De então para cá, a Fé, a devoção e o apego à Senhora de Fátima evoluíram exponencialmente, de tal forma que: quer as instalações anexas à Capelinha das Aparições, como o imponente Santuário Mariano, quer as infraestruturas instaladas para acolher os peregrinos, quer as vias de comunicação e acesso, quer, ainda, a indústria hoteleira e de restauração, bem como o turismo religioso, beneficiaram de um incremento jamais equiparável noutras localidades portuguesas, em tão pouco tempo, o que não retira as convicções de quem recorre a Nossa Senhora de Fátima, em situações de maior aflição na vida e/ou para agradecer alguma “Graça” recebida, e isso tem de se respeitar.

O Mês Mariano em Portugal é de grande veneração a Nossa Senhora de Fátima, praticamente em todas as aldeias, vilas e cidades do país. As peregrinações a Fátima, seja de transporte motorizado, seja a pé, partindo de qualquer recando do país, ou do estrangeiro, são às centenas de milhares de crentes que vão à Cova da Iria para: pagar promessas, pedir ajuda e manifestar à Santa a sua Fé e Fidelidade.

Quem entra no recinto do Santuário de Fátima, imediatamente sente-se como que num mundo celestial de serenidade, de transcendência, de proteção e de mistério. Os receios da vida como que desaparecem, para darem lugar a uma confiança imensa, uma segurança que nos deixa mais fortes, uma Fé que se renova, à medida que caminharmos para a Capelinha das Aparições e depois para a Basílica. Igual sensação de bem-estar, quando se visita a Igreja da Santíssima Trindade. Enfim, um mundo “Sobrenatural” que nos leva ao recolhimento.

Maio Mariano, assim poderemos qualificar estes trinta e um dias de Oração, de Fé, de Peregrinação, de tentativa de realização de desejos e cumprimento das promessas. Os crentes, em geral; e os devotos de Nossa Senhora de Fátima, em particular, devem sentir-se orgulhosos, privilegiados, por poderem vivenciar experiências tão íntimas, misteriosas e salvíficas, na medida em que: é uma Graça Divina termos do nosso lado, a Senhora de Fátima.

Há quem desvalorize, eventualmente, ridicularize estes sentimentos religiosos. Também existem outras pessoas que rotulam os crentes de “ignorantes”, “atrasados mentais”, “superpersticiosos” e outros epítetos que acabam, até, por ser difamatórios, mas que qualificam bem: a formação, a educação, os princípios, os valores, os sentimentos e o caráter de quem os produz.

Ao longo da História da Humanidade, a religião sempre foi uma dimensão incontornável da pessoa verdadeiramente humana, que a distingue dos restantes seres da natureza e, também é verdade que: mulheres e homens, figuras ímpares, no mundo de milénios de anos, se revelaram de incomensurável importância, pela inteligência, atitudes altruístas, mártires; como também houve quem, pela ideologia maquiavélica, produzisse os maiores horrores do mundo.

Defender a religião, no respeito pela laicidade de cada pessoa e instituição, é uma atitude que se deve considerar como fazendo parte de uma cultura mais global que, de alguma forma, nos enriquece, espiritual e moralmente, quando praticada com equilíbrio, isenção, convicção e Fé. Não se pode, nem deve, defender qualquer tipo de sectarismos, seja ele religioso ou antirreligioso, porque cada pessoa tem, ou não, a sua Fé, as suas crenças e, acredita, ou não, numa vida eterna.

Comemorar o “Treze de Maio”, em Portugal, é festejar o que de mais sublime, misterioso e inefável se pode fazer, sem preconceitos de qualquer tipo de inferioridade, ou superioridade, porque a Fé alimenta-nos o espírito como a ciência nos enriquece a inteligência e nos conduz ao desenvolvimento material, mas estas duas dimensões nos distinguem dos demais animais e, sem qualquer complexo, até se podem complementar, enriquecendo-se, reciprocamente.

Cabe aqui uma alusão a todas as pessoas que têm a felicidade de, neste dia, comemorar algo de importante nas suas vidas: um aniversário natalício; a realização de um projeto; a obtenção de um emprego; a conquista de um grande amor; a recuperação da saúde; a restauração da felicidade, enfim, que este “Treze de Maio” seja um dia marcante na vida dessas pessoas e que Nossa Senhora de Fátima as proteja, as acompanhe, ilumine suas vidas, suas consciências, suas inteligências, bem como de seus familiares.

Neste Mês Mariano, nós, os crentes e devotos de Nossa Senhora de Fátima, queremos unirmos aos nossos irmãos em Cristo para, todos juntos, rogarmos que, por interceção da Virgem Maria, possamos viver em fraternidade, sem quaisquer discriminações negativas, uns em relação aos outros, porque em boa verdade, acreditamos que a nossa diferença e, possivelmente, superioridade, em relação à restante natureza: animal, vegetal e mineral, reside, precisamente, nesta misteriosa dimensão que a Fé religiosa nos confere.

O mês de Maio em Portugal e, muito especificamente o dia “Treze” é para ser festejado, crentes e não-crentes, devotos de Nossa Senhora de Fátima, com aquelas pessoas que, não acreditando na sua própria natureza espiritual, tenham a possibilidade, e a boa-vontade de, pelo menos, meditar no Ser Transcendente que nos governa e na santificação de quem já passou por este mundo terreno e deu exemplos de grande abnegação, altruísmo e amor ao próximo.

Maria, Mãe Redentora, enaltecida neste “Treze de Maio”, protegei as nossas crianças que, neste dia, tiveram o privilégio de nascer; mas protegei, também, todas as outras criaturas: jovens, adultos e idosos; as famílias e amigos; as instituições; sensibilizai todas as pessoas mais velhas, que não são crentes, para que ingressem no caminho que conduz à salvação do espírito, porque para lá do corpo físico, certamente, teremos uma outra natureza espiritual, encantadora, que mais nenhum outro ser, provavelmente, terá. Glorifiquemos, portanto, MARIA.


O Presidente da Direção,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
925 935 946

 

 

 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O Trabalhador na sua Dignidade


A sociedade, considerada nas suas diferentes dimensões: política, religiosa, económica, financeira, empresarial, territorial, cultural, lazer e laboral, entre outras, seguramente que não estaria organizada, hierarquizada e estratificada como hoje a conhecemos e analisamos, se não fosse o esforço permanente do ser humano, no estudo, planificação, aplicação de técnicas e tecnologias e avanço progressivo e sustentável, para a melhoria contínua da qualidade de vida das pessoas.

Sensivelmente que cerca de metade de todas as pessoas, que constituem a sociedade humana organizada, desenvolve uma atividade produtiva, colaborando, assim, para o desenvolvimento do todo, tendo por obrigação apoiar aquela faixa etária que já deu o seu contributo, bem como preparar os mais jovens para, mais tarde, eles assumirem as diferentes funções que são necessárias, a fim de que haja uma progressão sustentável do bem-comum e que, igualmente, a felicidade, na sua vertente de satisfação de bem-estar material e espiritual, seja uma realidade.

Será, praticamente, impossível, conceber uma sociedade organizada, em permanente desenvolvimento, sem o contributo daquelas pessoas que exercem funções em diferentes áreas de atividade: da saúde à educação; do trabalho à formação; da política à religião; da cultura ao lazer; da economia à finança; do empreendedorismo ao investimento; entre muitos outros domínios contributivos para o bem-estar e conforto das populações.

Os “Dias Nacionais”, “Internacionais” e “Mundiais”, a propósito de um qualquer evento, sucedem-se, diariamente. O “Primeiro de Maio”, por exemplo, está consagrado ao Trabalhador, qualquer que seja a sua atividade e, acrescenta-se, do ponto de vista do autor, independentemente de estatuto académico-profissional, na medida em que, quem se dedica a uma laboração, sempre acaba por produzir alguma coisa que, mais ou menos, interessa à sociedade de consumo.

E se as instituições, proprietários, empresários e líderes são necessários, assim como os recursos técnicos, tecnológicos, financeiros e infraestruturais diversos, igualmente é verdade que o capital humano se torna imprescindível, por mais máquinas que se inventem e utilizem, porque a inteligência das pessoas é insubstituível e o trabalho por elas realizado é, seguramente, indispensável.

A sociedade mundial laboral, em geral; e a comunidade portuguesa, em particular, vivem um período conturbado, porque os níveis de desemprego atingem percentuais muito elevados, colocando em causa: não só a estabilidade económico-financeira das famílias; como também a consolidação da autonomia e dignidade que devem assistir a toda a pessoa, verdadeiramente humana.

Por outro lado, ainda se verificam situações inaceitavelmente degradantes para muitos milhões de trabalhadores, em todo o mundo, desde logo a começar naqueles que, para escaparem ao desemprego, à fome, à miséria e, no limite, ao suicídio, se vêm obrigados a emigrar, sendo, em muitos casos, mal recebidos, mal tratados e, alguns deles, expatriados.

É evidente que a responsabilidade por estas situações de desemprego, que muitas vezes conduzem à desgraça de famílias inteiras, pode ser repartida, quem sabe, em três quotas-partes: a muitos Governos, que deveriam ter melhores políticas sociais de emprego, devidamente sustentáveis; a algumas Empresas que apenas buscam, gananciosamente, lucros exorbitantes, sem olhar a meios, despedindo pessoal, que é substituído por máquinas; finalmente, muitos dos próprios potenciais Trabalhadores que, em muitos casos, não querem trabalhar, embora tenham saúde e capacidades físicas, psicológicas, intelectuais e profissionais, não o fazendo porque, eventualmente, estarão a receber subsídios sociais.

Neste “Dia Mundial do Trabalhador”, é oportuno que as entidades responsáveis proporcionem à sua população desempregada, independentemente da idade, habilitações e profissão, as condições necessárias e suficientes para que o trabalho seja uma realidade que valoriza e dignifica a pessoa humana, ainda que através de ocupações ao nível da melhoria das habilitações literárias e formação.

Em Portugal têm sido criados milhares de postos de trabalho, é verdade, principalmente no setor privado. Também a emigração de portugueses tem contribuído para uma redução do desemprego, ainda que relativamente baixa. Mas, em bom rigor, ninguém pode negar que foram eliminados milhares de empregos: quer no setor público; quer na atividade empresarial privada.

A criação de algumas micro e pequenas empresas tem ajudado a reduzir o impacto negativo, que este flagelo do desemprego tem provocado na população portuguesa, com destaque para os jovens, onde a taxa de desocupados é altíssima, não obstante as elevadas qualificações académicas e científicas que possuem.

Apesar de alguma alegada evolução, parcial e timidamente animadora, a verdade é que o próprio Estado não tem respeitado os trabalhadores do seu próprio país (como igualmente os imigrantes que nos procuram) e, a título meramente ilustrativo, analise-se o que se verificou em dois mil e doze, com o despedimento de dezenas de milhares de formadores, técnicos de educação, assistentes administrativos, coordenadores pedagógicos e gestores de formação, que vinham trabalhando, desde há vários anos, no projeto “Novas Oportunidades”, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Jovens, Formações Modulares. A esmagadora maioria daqueles profissionais, nunca mais voltaram ao mercado de trabalho.

A decisão governamental de dois mil e doze, atingiu, também, centenas de milhares de portugueses, que tinham na Qualificação Académica e Profissional a oportunidade para melhorarem as suas condições de empregabilidade, de prosseguirem, com sucesso, as suas carreiras profissionais, concorrerem a novos empregos, elevarem a sua autoestima, a dignidade e prestígio para Portugal, resultando que a esmagadora maioria destas pessoas, não conseguiram entrar no mundo do trabalho: seja por falta de habilitações; seja por carência de formação.

Idênticas medidas gravosas têm-se verificado noutros setores: na educação, são aos milhares os professores que ficaram sem colocação e estão na situação de desemprego; na Segurança Social; em muitas empresas privadas; enfim, uma verdadeira destruição de postos de trabalho, tudo em nome de uma injusta e desnecessária “austeridade”, nos moldes em que foi realizada, retirando direitos adquiridos ao longo de uma vida de trabalho.

No setor privado, juntamente com o público e empresarial do Estado e na maioria das Autarquias Locais, o desemprego também “disparou” em flecha, chegando a atingir um valor superior a dezassete por cento, valor que é inadmissível e extremamente injusto, (registe-se, aqui e agora, algumas exceções a nível de Câmaras Municipais, em que Caminha, é um bom exemplo, já em dois mil e catorze/quinze, se verificou um aumento substancial de postos de trabalho).

Nenhum país, nenhuma empresa podem abdicar da sua mão-de-obra que, no caso português, é cada vez mais qualificada, das melhores do mundo, porém, tão subaproveitada que, inclusivamente, já foi aconselhada a emigrar, depois do país, através dos seus contribuintes, ter investido, e bem, milhões de euros na formação dos seus jovens e de milhares de adultos.

Celebrar, em Portugal, o “Dia do Trabalhador”, pode parecer um absurdo, uma encenação do “faz de conta que tudo está muito bem”, todavia, os nossos trabalhadores que: estão no desemprego, às centenas de milhares; outras centenas de milhares que não recebem qualquer apoio social; outras tantas centenas de milhares que viram muitos dos seus direitos, entretanto adquiridos, alguns deles no tempo da ditadura, serem-lhes retirados; enfim, sem se querer ser pessimista, temos de ser realistas, esta é que é verdade que temos de debater neste dia tão propalado, como em todos os restantes dias do ano.

O “Primeiro de Maio” de dois mil e quinze, vai ser celebrado pelos trabalhadores, pelos seus representantes, certamente, com as mais diversas manifestações, com críticas às políticas governamentais, mas também com discursos oficiais do Poder Instituído, estes a roçarem a eventual demagogia das campanhas eleitorais, em que tudo se promete e, no dia seguinte à tomada de posse, tudo se nega, tudo se confunde, tudo se “baralha” para “dar de novo”, daí a quatro anos.

Neste “Dia do Trabalhador”, assuma-se, apesar de tudo, uma atitude construtiva, de esperança, de renovação, de credibilização das políticas sociais, económicas, financeiras, da saúde, da justiça, da educação e da formação, porque quanto mais instruído for um povo, mais produtivos e responsáveis serão os seus trabalhadores, que apenas e tão só, desejam trabalhar, com segurança, com futuro, para eles, para os seus filhos e, se possível, ainda poderem apoiar os seus progenitores, hoje, a maior parte deles aposentados, substancialmente despojados dos direitos que, ao longo de uma vida de trabalho e sacrifícios, conseguiram.

Neste “Dia do Trabalhador”, que se “cantem” hinos ao respeito por quem trabalha, porque tem está desempregado, por quem já trabalhou, por quem teve de (i)-emigrar. Que se celebre com pompa e circunstância, sim senhor, a Dignidade do Trabalhador, do Reformado, do Desempregado e do (I)-Emigrante, das mulheres e homens que, com a força do seu trabalho, constroem, ainda com alguma Esperança um país mais Justo e Humanista.

O Presidente da Direção,
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo