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terça-feira, 20 de novembro de 2012

ARPCA - Feliz Aniversário


No dia 24 de Novembro de 2009, um grupo de “Jovens-Seniores”, muito corajoso e altruísta, decidiu que era tempo de se unirem por uma causa filantrópica (amor à humanidade, ainda que, na circunstância, uma humanidade restrita à condição social das pessoas envolvidas e das que, posteriormente viriam e vierem a aderir). Naquela data foi constituída, oficial e legalmente a ARPCA – Associação de Reformados e Pensionistas de Caminha, conforme consta da escritura notarial para o efeito celebrada. Obrigado
Festejamos, portanto, o terceiro aniversário, com muito orgulho, com muita alegria, mas também com muita humildade e espírito de bem servir a Associação e todas as pessoas que: quer na qualidade de associadas; quer enquanto colaboradoras e beneméritas, têm servido esta instituição, com inegável espírito de dedicação, ternura e amizade mútuas. Obrigado
Cabe aqui e agora refletir nas dificuldades que, logo à partida, os seus distintos fundadores tiveram para erigir uma Associação tão complexa, quanto necessária, considerando a riqueza das suas vidas, das suas experiências, da sabedoria e prudência que cada pessoa comporta em si mesma.
É extremamente difícil a alguém envolver-se, graciosamente, em organizações que, à partida, poderão, na perspetiva de muito “Boa Gente”, não trazer quaisquer benefícios materiais, se possível, logo no curto prazo, nem influências sociais, ou de outra natureza, na sociedade. Exercer determinadas atividades apenas pelo denominado “Amor-à-Camisola” é uma atitude que nem todas as pessoas estão disponíveis para o efeito.
O associativismo gracioso que, afinal, não é assim muito diferente do voluntariado, pressupõe caraterísticas pessoais muito singulares, exige algumas qualidades indispensáveis para o bom exercício das funções, que cada associado vier a assumir.
Desde logo, alguma disponibilidade de tempo, empenho, lealdade, solidariedade, camaradagem, honestidade, profissionalismo (hoje, as exigências da sociedade e o rigor da legislação, não se compadecem com amadorismos), compreensão, tolerância e espírito de entre-ajuda. Pelo menos estes valores e condutas são muito importantes.
Mas as dificuldades em fundar e, imediatamente, assumir funções nos respetivos órgãos sociais da Associação, na circunstância, a ARPCA, são naturalmente acrescidas, porque parte-se do “zero”, sem quaisquer recursos financeiros, técnicos e infraestruturais. Valeu, neste caso concreto, a riqueza, a generosidade e a determinação dos recursos humanos, logo disponíveis e consubstanciados nos seus fundadores que, rapidamente, se transformaram em dirigentes.
A este grupo de 15 (QUINZE) magníficas pessoas, os atuais membros dos Corpos Sociais, manifestam, publicamente, o seu agradecimento e louvam a grandeza do trabalho daqueles “jovens Seniores”, bem como a coragem que então manifestaram, assim como àquelas/es associadas/os que integraram os primeiros corpos sociais. Obrigado.
Nesta breve reflexão, obviamente que outras entidades: públicas, privadas e pessoas individualmente consideradas, foram preponderantes: quer no arranque da Associação; quer depois, ao longo destes últimos três anos, sem as quais a nossa Associação, certamente, teria tido muitas mais dificuldades e, porventura, não usufruiria das belíssimas instalações que hoje servem os associados, e que são: O Centro de Convívios de Argela e o Centro Administrativo de Caminha. Obrigado
Por isso é da mais elementar justiça que se manifeste público agradecimento à Câmara Municipal de Caminha, pelo protocolo realizado com a Associação, para efeitos de utilização da ex-escola primária de Argela, onde funciona o nosso Centro de Convívios, mobiliário diverso, bem como a comparticipação nas despesas de funcionamento.
Também no que respeita à disponibilidade para os seus dirigentes nos ajudarem em permanência, assim como na participação de eventos públicos, como foi o da Feira Medieval deste ano e ainda ­ com a presença, sempre bem-vinda, de algum representante do Município, por ocasião dos nossos convívios. Obrigado.
Igualmente uma palavra de muita gratidão à Junta de Freguesia de Argela que, dentro das suas possibilidades, tem contribuído para o asseio exterior do recinto das instalações e também com a presença sempre agradável, dos seus membros, nos nossos eventos. Obrigado.
Queremos, naturalmente, deixar o nosso agradecimento à Junta de Freguesia de Caminha pela belíssima sala que nos cedeu, a um preço de aluguer que é apenas simbólico, dadas as condições e a localização de que dispõe. É o nosso Centro Administrativo. Obrigado.
Recordamos, ainda, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha, pelo apoio que nos primeiros tempos nos foi dado, para a realização das nossas Assembleias Gerais e acolhimento, sempre generoso, de alguns pedidos que lhe eram dirigidos. Obrigado.
Outras Entidades e Organizações nos ajudaram a realizar alguns projetos que consideramos de grande importância, desde logo a escolarização dos Associados que assim o desejaram, através do Centro de Novas Oportunidades da GABIGERH – Vila Nova de Cerveira. Ao serviço deste projeto esteve uma vasta equipa de técnicos da GABIGERH. Cinco associadas conseguiram melhorar a sua escolaridade, perante a presença de um júri de certificação, que para o efeito se deslocou às nossas instalações em Argela. Obrigado.
O apoio informático na atualização do nosso site, tem sido um trabalho desenvolvido por um especialista nesta área, que muito tem contribuído para a divulgação das nossas atividades a nível internacional, o que constitui uma mais-valia que muito prestigia a nossa associação. Obrigado
Recordamos, ainda, a disponibilidade manifestada por um formador da Gabigerh, para ministrar formação gratuita, no domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação – curso de iniciação à informática -, não se tendo realizado porque, entretanto, ocorreu o encerramento dos Centros de Novas Oportunidades. Obrigado.
Através de uma associada, foi feita a tentativa de se trazer a escola de dança para a Associação. Nesse sentido deslocaram-se às nossas instalações os diretores da “Jadança - Academia de Dança” que, graciosamente, fizeram uma demonstração e informaram as condições para a escola funcionar. Por dificuldades diversas, o projeto não avançou. Obrigado
Desejamos enaltecer, com muita simpatia, a pronta aceitação do convite que formulamos ao Revº Pároco de Argela para, pela primeira vez, nos trazer a Visita Pascal às nossas instalações de Argela e proceder à bênção das mesmas. Foi um momento muito alto, de intenso simbolismo e de grande respeito, que nos dignificou na nossa dimensão religiosa. Obrigado.
Também uma palavra de grande apreço pelo equipamento que nos foi oferecido pela TENSAI, cuja necessidade era evidente e que veio colmatar a nossa insuficiência na preservação de artigos deterioráveis. Obrigado.
Da Casa de Repouso do Bom Jesus dos Mareantes de Caminha foi-nos oferecido um conjunto de louça que vem em muito boa ocasião. A esta benemérita instituição, aqui fica o nosso Obrigado.
Uma palavra de apreço pelo acompanhamento que nos tem sido feito pelos Órgãos de Comunicação Social locais que, ao longo destes anos, muito têm contribuído para a divulgação da nossa Associação, bem como das atividades que se vão realizando. Obrigado
Muitas foram as instituições, organizações e pessoas: umas, associadas; outras, ainda não, que nos fizeram diversas ofertas, quer de equipamentos, quer de louças, quer de artigos de artesanato, quer comestíveis por ocasião dos nossos convívios, oferta de serviços especializados no âmbito da saúde, trabalhos de manutenção e arranjo das instalações, confeção das inigualáveis iguarias que foram sendo servidas nos convívios. A todas as pessoas que, generosa e graciosamente, ajudaram a nossa Associação, Obrigado
Para as/os nossas/os estimadas/os associadas/os vai, com muito carinho e amizade, uma sentida saudação de profunda gratidão, por tudo quanto têm feito pela Associação, pela disponibilidade que, cada uma e cada um têm manifestado, sem nunca exigirem nada em troca. Associativismo é isto mesmo: Dádiva, Abertura, Solidariedade, Amizade, Lealdade, Tolerância, Compreensão, Respeito, Camaradagem, Comunhão de Objetivos, União, Tranquilidade e Felicidade. Bem Hajam.

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo


 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Globalização da Inclusão


O fenómeno da exclusão, qualquer que seja a sua natureza e dimensão, manifesta-se no comportamento individual dos cidadãos excluídos. Terá origem nas políticas aprovadas e postas em vigor pelos governantes e decisores e ainda nas práticas discriminatórias de uma diversidade de dirigentes e indivíduos anónimos. Eventualmente, também, ainda que em menor número, por aqueles que se auto-excluem. As consequências da exclusão serão, igualmente, diversas e podem incluir aspectos económicos, profissionais, políticos, religiosos, culturais, entre outros.
A exclusão tácita, sub-reptícia e ilegal, além de imoral e condenável, é imposta ao cidadão sem que, na maioria das situações, ele se possa defender e lutar pelos seus direitos, de plena inclusão na sociedade, e até no mundo em que vive.
A pessoa sente-se excluída, afastada, ignorada e, quantas vezes, humilhada, sem saber o porquê de tal situação e quando procura investigar, informar-se e manifestar a sua indignação, não é atendido com a urgência e eficácia que a situação exige, nem oficial nem tecnicamente, por nenhum responsável que lhe possa valer, contribuindo para a resolução da situação e ajudando-o a integrar-se na sociedade.
A exclusão social, assim genericamente considerada por muitos altos dignitários políticos, religiosos e técnicos, das diversas áreas da sociedade organizada, abrange inúmeras pessoas em todo o mundo, sendo difícil apontar taxas percentuais, porquanto faltam critérios objetivos para definir exclusão, se se atender às suas múltiplas naturezas; além de que, um cidadão pode considerar-se excluído de uma determinada religião, mas integrado numa outra; excluído de um certo estatuto sócio-profissional, mas incluído num outro estatuto sócio-económico e assim sucessivamente.
Abordar, portanto, a exclusão social no sentido de uma situação marginalizante que prejudica a dignidade da pessoa humana, desde logo no exercício dos seus direitos e no cumprimento dos seus deveres, contrapondo-lhe, como solução e, tal como é defendido pelos mais distintos representantes da comunidade, medidas de inclusão, será o objetivo desta reflexão.
Atualmente, e muito em concreto em Portugal, milhares de cidadãos com mais de 40/45 anos de idade, são, profissionalmente, excluídos da sua actividade principal, a partir do momento em que, por razões alheias às suas vontades, passam a uma situação de desemprego.
Igualmente, um cidadão na situação de reformado, pode ficar impedido de trabalhar, por conta de outrem, ainda que noutras funções, excepto se optar pela perda de dois terços da reforma ou do novo salário, logo, nestas circunstâncias, passa ao universo dos excluídos, por muita vontade que manifeste em continuar a trabalhar.
Em algumas situações o ingresso na iniciativa privada verifica-se em condições excecionalmente recompensadoras, sob todos os aspectos, sendo exemplo disso mesmo o que nos últimos anos se tem verificado com alguns políticos.
Há, ainda, para alguns, a possibilidade de serem nomeados para elevados cargos internacionais, de natureza humanitária, com altas recompensas e prestígio, provavelmente, sem perda das remunerações de aposentação que legalmente obtiveram nos países de origem. 
A primeira década deste novo século não se iniciou com a perspectiva de profundas e melhores alterações a esta situação, que envolve cada vez um maior número de cidadãos: quer pela via do desemprego; quer pela evolução das tecnologias; quer pelo avanço da idade.
Desempregados e aposentados são, na era dos maiores avanços científicos e tecnológicos, como que duas novas categorias ou classes sociais, porém, vistas pelo lado mais negativo e pessimista, porque nem uns nem outros têm grandes possibilidades de trabalhar, nas suas atividades profissionais e em ocupações que lhes deem prazer, maior realização pessoal e manutenção e/ou aumento dos seus rendimentos, respetivamente.
Neste contexto, em rápida transformação, caberá às políticas sociais, sob orientação estatal, mas também privada, no âmbito da educação e formação, dotar os cidadãos para o prosseguimento de uma vida ativa para a qual se exige formação adequada, como estratégia para situações verdadeiramente desumanas e que «são a consequência imediata da emergência de novos paradigmas sociais, económicos e culturais: aprender sem idade (…); respostas formativas a cinco grandes desafios da nova ordem internacional a saber: interdependência e concorrência global, ritmo de difusão das novas tecnologias, nova organização do trabalho, cidadania ativa, sociedades inclusivas.» (CARNEIRO, 2000: 257).
Uma sociedade universal inclusiva seria o objetivo final da humanidade, a partir das comunidades nacionais. Trata-se de um desafio hercúleo, que urge enfrentar e vencer, que não é impossível mas se reconhece extremamente difícil por causa dos egoísmos individuais, grupais e de comunidades mais alargadas. Mas cada um, no exercício de uma cidadania ativa, tem o dever de contribuir para aquele desígnio universal: construção de uma sociedade inclusiva ou, mais eficazmente, globalização da inclusão.

Bibliografia
 
CARNEIRO, Maria Rosário, (2000). Família: Elemento Basilar do Tecido Social, in Nova Cidadania, S. João do Estoril: Principia, Publicações Universitárias e Científicas, (5), Julho/Setembro, p. 7-9.
CARNEIRO, Roberto, (Coord.). (2000). Aprender e Trabalhar no Século XXI. Tendências e Desafios. Lisboa: Ministério do Trabalho e da Solidariedade/Direcção-Geral do Emprego e Formação Profissional.

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo


 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Homem: Espiritual e Material


É reconfortante ter a capacidade de acreditar que existe mais mundo, para além do mundo físico, na circunstância, o universo dos planetas, astros e outros corpos celestes e, concretamente, o planeta Terra que o homem habita, desde tempos que não consegue localizar e quantificar objetivamente.
A possibilidade, sempre em aberto, para os que acreditam num mundo metafísico, pelo menos diferente daquele que, parcialmente, se conhece em perspetivar uma forma de existência, sobrenatural, inefável, espiritualmente eterna, deve estimular o homem para, enquanto residente na Terra, assumir-se como um ser excecional, dotado de características únicas e superiormente privilegiado, porque algo lhe foi acrescentado, que o distingue, o eleva e dignifica, acima de quaisquer outros seres, pelo menos, tanto quanto é possível conhecer-se, no atual estádio de desenvolvimento da humanidade. O homem, na sua dimensão espiritual, continua a ser um mistério.
O homem (aqui e de ora em diante referido à humanidade, isto é, homem e mulher), um ser inigualável, único, irrepetível, infalsificável, superior, não deve contentar-se, apenas, com as explicações científicas, técnicas e esotéricas, sobre a sua constituição e importância material no planeta em que vive.
Existe mais homem para além do homem físico, biologicamente estudado e conhecido. Há uma outra realidade que as ciências, a técnica e a maquinaria ainda não conseguiram explicar pela linguagem científica, rigorosa e objectiva. Este é o grande drama do cientista, do técnico, do especialista, do político, do religioso, enfim, de toda a humanidade.
A incerteza, o drama, a ansiedade e o mistério que envolvem o ser humano, poderão ser utilizados numa perspectiva positiva, sem receios de quaisquer fracassos, sejam estes quais forem: sociais, cognitivos, éticos, religiosos ou outros. Bem pelo contrário, há uma possibilidade do homem eliminar este sofrimento, provocado pela ignorância acerca do sentido e destino para a sua vida, globalmente considerada, onde se completam as dimensões física e espiritual.
E se quanto à primeira, o conhecimento do seu destino e fim – morte e desaparecimento -, são relativamente conhecidos; no que à espiritualidade se refere, aqui, para os positivistas, materialistas, agnósticos e outros descrentes, as dificuldades em reflectir e aceitar alguns sinais divino-naturais são, praticamente, insuperáveis.
A desorientação que tanto incomoda a humanidade em geral, e os cientistas e técnicos em particular, pode ser ultrapassada se se vencerem certos complexos quanto ao valor de outros conhecimentos, sentimentos e emoções que, estes sim, o homem, ao longo da sua vida, vai vivenciando, relacionando-os, depois, com factos concretos, experimentados durante o percurso material no planeta que lhe foi dado para viver.
O próprio homem, objetivo, mensurável, racionalista, quantitativamente rigoroso, concreto e material, confirma que, em algum momento da sua vida, sentiu ou julgou sentir sensações estranhas, cientificamente inexplicáveis, cuja origem não sabe compreender e as consequências também não foram determinadas, com o rigor da ciência e da técnica. Ficou-lhe, apenas, a verificação da sua incapacidade, da sua impotência para esclarecer e resolver tais situações.
O homem, superiormente iluminado, impulsionado por um outro sentimento, que lhe é exclusivo e constitui um privilégio, vence, finalmente, o drama, a angústia, o sofrimento e a incerteza quando, invocando a ajuda divina, uma sensação de tranquilidade e de esperança o invade e liberta daquele desconforto. É este homem superior, gerado e criado à imagem e semelhança do seu Deus e nos preceitos da sua religião, que se determina em função do ente divino que o justifica.
Aceite-se, então, como proposta de reflexão, a existência deste homem humano, que é pessoa integral, composta pelas dimensões material e espiritual que, fisicamente, está limitado, desde logo, pela própria natureza que o envolve, que não a vence em definitivo, que a aproveita conforme pode e que destruindo-a por um lado, também por ela vai sendo destruído.
Reconhece-se, portanto, a existência deste lado fraco, efémero e mortal do homem. Congregue-se e valorize-se a dimensão espiritual do homem, na sua vida quotidiana, utilizando-se a fé, que pela via espiritual o liga a Deus, de Quem recebe todo o conforto, entusiasmo e vontade para O imitar e prosseguir na caminhada pelo infinito, pelo perpétuo, até encontrar Aquele que o compreende e colabora com toda a natureza: “Longe, portanto, de nos apartarmos do que a fé nos ensina, propomos uma doutrina mais bela, mais grandiosa, mais lógica e racional, que nos dá, por outra parte, uma ideia mais exacta dos atributos de Deus, sobretudo da sua bondade infinita e da sua omnipotência soberana.” (BUJDANDA, 1956: 191).
A humanidade alcançará a Paz e a Felicidade pela fé, pelas boas-práticas religiosas, no diálogo inter-religiões, no respeito pelo Deus universal, através das divindades invocadas por cada povo, por cada cultura, por cada pessoal humana.

Bibliografia

BUJANDA, Jesus, S.J., (1956). A Origem do Homem e da Teologia, Edição Portuguesa, Porto: Livraria Apostolado da Imprensa.


O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Atitude do Espírito Religioso


A supremacia do homem no reino animal em que se integra, num mundo planetário, entre outros mundos, não totalmente conhecidos, revela uma situação privilegiada que nenhum outro ser, pelo menos ao nível dos actuais conhecimentos, dispõe nas mesmas condições, precisamente porque o homem está dotado de capacidades únicas, difíceis de identificar, cientificamente, noutras espécies.
Pensar, construir abstratamente, realizar concretamente, num espaço e num tempo, prever resultados, inovar, vivenciar sentimentos e experiências emocionalmente sentidos em si próprio, com algum conhecimento de causa, projetar-se idealmente no futuro, no tempo e na transcendência espiritual, pela fé e pela crença, mais ou menos profundas, revelam faculdades exclusivas que o orientam e dão sentido à sua vida. Faculdades excecionais que tornam o homem único e superior.
Estas faculdades inatas, específicas do ser humano, como que poderiam ser encimadas pela dimensão religiosa, que, em situações-limite, se revela na maioria dos seres humanos. A visão do mundo planetário e a constituição do universo não estão, suficientemente, explicados. Sente-se a necessidade do recurso à projeção para lá do infinito, no sentido de se encontrar uma explicação para o destino final da vida espiritual de cada pessoa.
A ciência não responde a esta questão, que se torna angustiante quando o homem se aproxima do seu fim físico; a técnica não produziu, ainda, equipamentos, instrumentos, tecnologias e recursos para a componente espiritual se preparar para uma outra existência, seja extra-corpo e/ou intra-outro corpo, pela via de uma possível reintegração (reencarnação) nesse outro novo ser, ao nível da espécie humana.
Que fazer, então, com o espírito humano? Quem, como e quando se trata da preparação do espírito, já que cientifico-tecnicamente não se afigura viável? A resposta parece difícil para muitos daqueles que apenas consideram o materialismo corporal do homem.
Os que não acreditam na componente espiritual, na possibilidade de uma outra existência inefável, imaterial, transcendental e eterna, vão acabar os seus dias, enquanto conscientes, com uma profunda frustração, porque para eles será mesmo o fim.
Como alimentar a componente espiritual poderia ser o problema, não o é, todavia, para os crentes numa outra vida, através das práticas e sentimentos religiosos. Então a religião poderá, entre outras, eventualmente possíveis, ser a solução para uma vida feliz e em paz.
Preparar o espírito humano para uma vida transcendente, num tempo e um espaço que, fisicamente, se ignora, pressupõe sentimentos e atitudes que o ser humano, consciente e crente, sente e pratica pela religião, esta considerada como: “Um sistema de símbolos que funcionam para estabelecer disposições de espírito, fortes, persuasivas e duradouras e motivações nos homens, formulando conceitos de ordem geral da existência e revestindo esses conceitos com uma tal aura de realidade que as disposições de espírito e as motivações parecem mesmo realistas.” (GEETZ, in HOBEL & FROST, 1976:353-53).
A perspectiva antropológica do conceito religião não indica qual o destino do espírito, nem como prepará-lo para uma outra existência extra-corpo físico. Igualmente se verifica quanto ao comportamento do crente, suas atitudes face à divindade em que acredita.
Os valores que, antropologicamente, são considerados característicos das atitudes do crente – submissão e reverência –, em nada diminuem a dignidade da pessoa humana total, integralmente considerada: corpo e espírito, bem pelo contrário, elevam o crente a um estatuto supra técnico-científico e, consequentemente, à sua própria felicidade, tal como a deseja na vida física e para além desta.
A submissão respeitosa, voluntária e sempre disponível para com Deus, constitui uma faculdade que, eventualmente, não está acessível aos não-crentes e, por outro lado, a reverência que é devida aos entes sobrenaturais e divinos, na circunstância, Deus, também em nada diminui a pessoa humana, fisicamente considerada, na medida em que se reverencia o que se respeita, ama e adora, passando esse ente divino a fazer parte da constituição religiosa do ser humano crente e temente.
A tranquilidade que o espírito submisso e reverente para com o Deus em que acredita, proporciona, constitui um excelente processo para se chegar à felicidade e à paz, porque se o espírito não está amargurado, arrependido e triste, porque ele tem a consciência dos deveres cumpridos para com o seu Deus e, por extensão analógica, para com o seu próximo e igual, considerado este criado à imagem e semelhança de Deus, então a felicidade e a paz são possíveis porque, competentemente, se desenvolveram as atitudes adequadas: submissão e reverência, ambas com dignidade e convicção.

Bibliografia
 
HOEBEL E. Adamson e FROST, Everett L. (1995) Antropologia Cultural e Social, Trad. Euclides Carneiro da Silva, 10ª Ed. São Paulo: Cultrix

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo




domingo, 19 de agosto de 2012

Direitos Humanos: Alicerces da Dignidade


«Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.» (DUDH, Artº 1º)
«Quaisquer que sejam as técnicas, para a comunicação e relacionamento interpessoais, elas serão ineficazes se as relações humanas, antes de todas as outras: profissionais, comerciais, políticas, religiosas, entre outras, não assentarem em princípios de transparência, de verdade e de respeito pelo outro.» (Lenira - Cap.4)
«Apelo a todos os governos que protejam as suas crianças, de modo a estas crescerem felizes, porque estas crianças serão os cidadãos de amanhã…! Mas não apelo só aos governos, apelo também a todos nós, pois todos temos obrigação de tratar bem as nossas crianças e de denunciar qualquer “violação” dos seus direitos que tenhamos conhecimento.» (Cecília - Cap. 06)
A defesa de uma sociedade assente nos valores conjuntos das várias comunidades, espalhadas pelo mundo, como que numa simbiose para o bem, revelar-se-á uma posição plausível, naturalmente que não a única. Defender valores, princípios e condutas ajustadas aos mesmos, em consonância com os objetivos para a paz, compreensão, tolerância e solidariedade, constitui um comportamento que desde o berço pode ser transmitido. (Diamantino - Cap. 11)
«É certo, desde já, que reconheço existir uma profunda preocupação, nas sociedades humanas, pela diferenciação do humano, em relação aos demais seres, como também é seguro a persistente luta do homem para ir vencendo os diversos obstáculos que a natureza lhe coloca, como, ainda, as crescentes dificuldades que precisa ultrapassar, resultantes da sua própria complexidade, possivelmente, aquelas que diretamente o afetam na sua alegada superioridade.» (Ermezinda - Cap. 17)
«O adulto sem duvida que cresce, como pessoa, como trabalhador, como pai ou mãe de família, como amigo, já que as suas capacidades, a formação que lhe foi facultada, a sua história de vida e esforços serão, agora, reconhecidos com toda a justiça do mundo. (…) Por tudo isto e muito mais que ficou por dizer, considero que a iniciativa “Novas Oportunidades” e a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” só podem mesmo “andar de mãos dadas». (Liliana - Cap. 23)

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo


 

domingo, 5 de agosto de 2012

A Necessidade da Autoridade


É frequente as pessoas invocarem a Autoridade, a propósito dos mais diversificados acontecimentos, sendo muito usual aplicar o termo no seu sentido “policial”, com o objetivo de se fazerem cumprir as Leis, no respeito pelos direitos de cada um e, então, genericamente, a Autoridade seria a capacidade de impor e influir noutros, podendo ser pessoal ou real, respetivamente, se de um indivíduo ou coletividade; ou de um documento ou das diversas instituições. (Cap. 1)

É ao nível das sociedades que integram o conjunto das nações que se verifica uma organização mais complexa, mas que, em qualquer dos casos, sejam grupos humanos em subdesenvolvimento, sejam comunidades estruturadas para a vida real orgânica, sejam associações resultantes da vontade dos indivíduos, existe sempre uma Autoridade, à qual os grupos estão submetidos e representando aquela o interesse coletivo, tendo por função realizar os fins sociais, na observância da sua especificidade. (Cap. 2)

A Autoridade e o Direito devem caminhar em perfeita consonância, porque se para o cumprimento das normas jurídicas e, por conseguinte, da ordem e disciplina públicas é necessária a intervenção da Autoridade e de seus agentes, ainda que numa perspectiva pedagógica, tolerante, controlada, coerente e firme, não é menos verdade que o suporte fornecido pelas normas jurídicas é imprescindível, para uma atuação legalista e legítima. Seguramente que a legalidade deve preocupar-se com a eticidade, sem a qual poderá redundar em tirania, em abuso de poder, em discriminação. (Cap. 3)

Se o Direito é uma consequência da sociedade organizada, a Justiça resulta da aplicação do Direito nessa mesma sociedade, nesta intervindo a Autoridade, como garante primeiro dos direitos, deveres, liberdades e garantias dos cidadãos, por isso toda a sociedade que não se apoie num estado de Direito Democrático e de Justiça, muito dificilmente poderá progredir em harmonia, tranquilidade, segurança, paz e felicidade, na construção de uma humanidade mais bondosa, mais interrelacionada, mais solidária, enfim, mais justa. (Cap. 4)

O Agente da Autoridade deve solidificar as relações “Eu-Tu” para uma ampliação do “Eu-Nós”, nunca esquecendo que a melhor forma de homenagear o cidadão, o Outro, o Tu, é, precisamente, pedir-lhe a sua colaboração, o seu saber, reconhecer-lhe o seu valor e os seus direitos, a par dos respetivos deveres, como é óbvio. No fundo, e em observância do papel que a cada um cabe, a verdadeira “máxima” que se deve ter presente é aquela que nos diz: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”. (Cap. 5)

Os Agentes da Autoridade, qualquer que esta seja, devem possuir formação humana no sentido antropológico mais profundo, sem as preocupações materialistas, porque o homem não é só matéria mas muito mais do que isso, ele é espírito, detentor de princípios, de valores de projetos e portanto combatente pela dignidade humana, pela defesa dos direitos e pelo cumprimento da Lei.

É para este projeto, para esta sociedade que se devem formar todos os cidadãos em geral e, particularmente, aqueles que vão exercer uma determinada Autoridade. Uma Autoridade que, verdadeiramente, comungue os valores do humanismo, da compreensão, da tolerância e da firmeza, porque, afinal, todos os seus agentes, provêm dos mais diversos estratos sociais: dos mais humildes e desfavorecidos, aos económica e intelectualmente mais favorecidos. (Cap. 6)

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo



 

domingo, 1 de julho de 2012

S. Bento: Pescador de Homens

Há cerca de um ano fui confrontado com um repto que me deixou muito aflito e amedrontado. O desafio que me foi colocado primeiro, por um colega de trabalho, depois confirmado e reforçado por uma instituição de imenso prestígio local e nacional, representativa de valores religiosos que ultrapassam a minha condição de simples mortal, de um pecador que, eventualmente, nem seria merecedor de tal privilégio por parte de quem o convocou para esta nobre missão.
Com efeito, o meu colega Dr. Rui Ramalhosa, teve a gentileza de me sondar sobre a possibilidade de eu escrever "umas coisas", sobre a vida e obra de S. Bento de Seixas, conjugadamente com a história da Confraria do venerando Santo, no contexto de uma população residente e emigrante que, convictamente, professa a sua fé em S. Bento, tendo, ainda, em atenção quatro grandes dimensões que os escritos deveriam abarcar: religiosa, histórica, profana e filosófica.
Confesso que fiquei, num primeiro momento, bastante confuso e, desde logo, fui invadido pelo receio de que tal exigência poderia ser incompatível com as minhas capacidades, para além de poder vir a resvalar para algum tipo de profanização o que, de todo, eu teria o dever de evitar. Além do mais, eu nunca tinha escrito nada com a exigência, rigor e fé a que ficaria obrigado, caso aceitasse a "provocação" que então me era dirigida.
Claro que fiquei a pensar no convite, para mim, muito aliciante e, antecipadamente, gratificante, porque eu também sou crente, acredito na santificação de S. Bento, por Quem manifesto respeito e crença, apelo à sua intercessão, nos momentos de maior aflição na vida.
Entendi, ainda, este repto como uma oportunidade para honrar e dignificar S. Bento, por tudo o que Ele tem feito por mim, pela minha família e pelas pessoas minhas amigas, para as quais e sempre que julgo necessário, peço proteção, orientação e sorte na vida. Tenho sido atendido, por isso, também tenho de retribuir.
Este foi um primeiro motivo para amadurecer a decisão de aceitar o convite que, amavelmente, me foi, posteriormente, endereçado por todos os membros da Confraria de S. Bento de Seixas, numa reunião para o efeito realizada.
Aconselhei-me, entretanto, com algumas pessoas da minha inteira confiança: família, que rejubilou com este honroso convite e me entusiasmou a aceitar a tarefa. Tive o cuidado de, numa postura ético-cultural, conversar com outro colega da escrita que, numa atitude de grande humildade e solidariedade me deixou à-vontade para iniciar o "trabalho". Troquei, igualmente, impressões com colegas de trabalho que, desde logo, não só me incentivaram como se disponibilizaram para me ajudar no que fosse preciso. Estavam reunidas as condições para avançar.
Desde já devo agradecer o grande apoio que me foi dado pelos membros da Confraria de S. Bento, ao me disponibilizarem toda a documentação que tinham em seu poder, pelo acompanhamento que ao longo do trabalho me deram, de forma muito compreensiva, solidária e com permanente incentivo. Sem esta ajuda, provavelmente, não chegaria a esta cerimónia. A estes ilustres membros da Confraria de S. Bento de Seixas, aos irmãos e a todos os seixenses, muito obrigado.
Uma palavra de grande gratidão devo-a ao Senhor Padre Ricardo, digníssimo Pároco de Seixas que me honrou com um prefácio que, na verdade, ultrapassou todas as minhas expectativas, porque não serei a pessoa assim tão merecedora de elogios que, apesar disso, sei serem sinceros, mas devo confessar que, a sua análise psicológica e religiosa, a meu respeito, corresponde à verdade. Já li imensas vezes o este generoso prefácio que a partir de então, passa a ser uma referência na minha vida que terei muito orgulho em apresentá-la em quaisquer circunstâncias. Muito Obrigado Senhor Padre Ricardo.
Penso que é importante realçar, aqui e agora, a adesão manifestada pelas mais diversas personalidades da nossa vida societária. Registo com muita emoção e orgulho a presença de pessoas que, desempenhando várias e elevadas funções no seio da nossa comunidade local e nacional, também me fazem a gentileza de serem minhas amigas e que eu, humildemente, procuro retribuir. É gratificante sabermos que temos amigos, que eles respondem positivamente aos nossos apelos, nos bons e nos maus momentos da vida.
Algumas, muito breves, referências ao "livrinho" que foi lançado no dia 7 de Janeiro de 2012. Nele coloquei, sem qualquer preconceito, toda a minha sensibilidade religiosa, as minhas dificuldades existenciais, as quais e invocando a sabedoria de um dos maiores filósofos de todos os tempos, Sócrates, que tendo vivido entre os anos 469-399 antes de Cristo, portanto há mais de 2.400 anos, manifestava dúvidas, aparentemente, tão simples como estas: "Quem sou?”, “De onde venho?”, “O que faço Aqui?” e “Para onde vou?". Que cada pessoa reflita profundamente e dê a resposta.
Hoje, em pleno século XXI, não temos a certeza de que a Ciência, a Técnica, a Tecnologia e todos os avanços cognitivos do homem, possam dar respostas concretas, objetivas, observáveis e validadas àquelas interrogações! O HOMEM continua a ser um mistério para si próprio. Ele vive atormentado porque não consegue controlar tudo o que está à sua volta, nem sequer consegue saber qual será o seu fim último, e quando este vai ocorrer.
Em todo o caso, este mesmo HOMEM, insatisfeito, porque ainda não totalmente realizado, ele continua a considerar-se um ser superior, concebido à imagem do seu Criador, independentemente das suas convicções religiosas, que, no presente livrinho, houve o cuidado de respeitar. É possível que, numa situação-limite, de vida ou de morte, todos nós tenhamos, um pensamento, dirigido a Deus suplicando-Lhe proteção. Não tenhamos vergonha, nem preconceitos, com os valores religiosos e com eles recorrer à Divindade.
É este HOMEM que, neste livrinho, se invoca, consubstanciado na figura insigne de S. Bento, também este com todas as suas dificuldades e incompreensões, até dos próprios monges que ele sempre defendeu, ensinou e repreendeu, quando tinha de o fazer. Também Ele um homem imperfeito, porém, determinado a seguir o caminho de Deus, um exemplo para a humanidade, padroeiro da Europa Livre e Democrática.
Entretanto e antes de concluir, tenho o dever de dizer que, enquanto crente, estou sempre disponível para colaborar com as instituições religiosas, para a realização de trabalhos desta natureza, em prol da defesa de valores que, de alguma forma e nas mais diversas circunstâncias da vida, por vezes, todos comungamos, com mais ou menos Fé, mas com a esperança na obtenção de soluções que contribuam para a resolução dos nossos problemas.
Quero com isto afirmar que terei muito gosto em trabalhar com as pessoas responsáveis pelas Paróquias, Comissões Fabriqueiras, Confrarias, Juntas de Freguesia e outras instituições, ligadas à divulgação e preservação da nossa cultura, dos nossos valores, das nossas tradições, especialmente aquelas de cariz religioso. Penso que Religião, Razão, Ciência, Tecnologia, Ordem e Progresso não são incompatíveis, pelo contrário, complementam-se e dão ao ser humano a sua dimensão superior.
Não poderei deixar passar esta oportunidade para vos confessar que estou muito empenhado em contribuir para que o nosso concelho continue a ser uma referência nacional, nos diversos domínios que mais o caracterizam: o turismo religioso, com as suas festas e romarias, dimensões sagradas e profanas, a gastronomia, as belíssimas paisagens: desde o maravilhoso Rio Minho (ao qual nos referimos neste livrinho que foi de lançado, com um artigo intitulado: "A Lenda do Rio Minho"), a nossa orla marítima, todo o contexto da serra D'Arga, o artesanato, as tradições seculares das desfolhadas, matança do porco, jogos populares, a pesca, a caça, a agricultura de minifúndio, enfim, um manancial a não se perder, que constitui o nosso mais valioso património natural e construído.
Em consequência e na qualidade de cidadão, natural, criado e residente no Concelho de Caminha, também tenho o dever cívico de dar o meu contributo, para engrandecer, ainda mais, este recanto minhoto e manifestar a disponibilidade para prestar a minha cooperação sincera e empenhada.
Concluo esta minha breve intervenção com um muito e sincero muito obrigado a todos os que, cada um à sua maneira, me ajudara a realizar esta obra, a qual, de ora em diante, passa a ser de todos nós; pedir desculpa por, certamente, não corresponder às vossas expectativas, mas também garantir-vos que fiz o melhor que sabia e podia; solicitar-vos que adquiram o livrinho, que está a ser vendido pela Confraria de S. Bento de Seixas, porque o produto reverterá, integralmente, para Confraria de S. Bento; por fim, formular um pedido a S. Bento para que nos ilumine a todos nós, que interceda por nós e nos proteja.
Durante os festejos em honra de S. Bento, penso que é uma boa altura para adquirirem uma recordação sobre S. Bento, de Seixas e, desta forma, ajudarem, ainda mais,  a Confraria a realizar os muitos melhoramentos que têm projetados.
Que 2012 e seguintes, por muitos e muitos anos, vos proporcione muita saúde, trabalho, felicidade e paz. Obrigado.(http://www.caminha2000.com/jornal/n570/seixas.html)

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo